Tuesday, 5 January 2010

Barcelona - Espanha Parte VII












Barcelona - Espanha Parte VII
Park Guell

Descriçao
O parque tem uma extensão de 17,18 hectares (0,1718 quilômetros quadrados). Trata-se de um terreno devoniano, formado por estratos de lousa e calcária. No desenho põe-se claramente de manifesto a mão de um arquiteto, e o estilo peculiar de Gaudí resulta evidente em qualquer elemento, por pequeno que for. Existem formas onduladas, parecidas aos rios de lava, e passeios cobertos com colunas que têm formas de árvores, estalactites e formas geométricas. Muitas das superfícies estão cobertas com pedaços de cerâmica ou de vidro a jeito de mosaicos de cores, que recebe o nome de trencadís. Pela sua localização à margem da urbe e a uma altitude elevada, este parque é um remanso de paz que contrasta com o ruído e frenesi da capital catalã.
Gaudí cismou em conseguir uma perfeita integração das suas obras na natureza. Prova disso são as colunas constituídas de pedras de tamanhos e formas muito variáveis, que sugestionam troncos de árvores, estalactites e cavernas naturais. Os ângulos retos não aparecem em nenhum lugar: as colunas estão inclinadas como palmeiras. Quando Gaudí encarregou-se do projeto a zona estava desflorestada –como indicava o seu nome de Montanha Pelada–, pelo qual mandou plantar nova vegetação, escolhendo espécies mediterrâneas autóctones, as que melhor adaptavam-se ao terreno: pinho, alfarroba, azinheira, eucalipto, palmeira, cipreste, figueira, amendoeira, ameixeira, mimosa, magnólia, agave, hera, carrasco, retama, esteva, romeiro, tomilho, lavanda, sálvia, etc.
Gaudí concebeu-o com um senso religioso, ao mesmo tempo em que orgânico e urbanístico, já que aproveitou o desnível de 60 metros que tem a montanha (cuja altura oscila de 150 a 210 metros) para projetar um caminho de elevação espiritual, situando na sua cimeira uma capela, que finalmente não se construiu, no lugar que atualmente ocupa o monumento ao Calvário (ou Colina das Três Cruzes).
Um projeto paralelo ao do Parque Güell e excelente amostra de jardim desenhado por Gaudí são os Jardins de Can Artigas, em La Pobla de Lillet (1905-1907), encarrego do industrial têxtil Joan Artigas i Alart. Intervieram nesta obra operários que tinham trabalhado no Parque Güell, realizando um projeto parecido ao do famoso parque barcelonês, pelo qual as similaridades estilísticas e estruturais são evidentes entre ambas as obras. Como no Parque Güell, Gaudí desenhou uns jardins plenamente integrados na natureza, com um conjunto de construções de linhas orgânicas que se integram perfeitamente com o contorno natural.

A entrada
O acesso ao parque apresenta uma estrutura alegórica de grande simbolismo onde, dentro dos parâmetros conceituais que compartilhavam Gaudí e o conde Güell, centrados no catalanismo político e na religião católica, é apresentada a urbanização como uma alegoria que representa o mais elevado do mundo terreal e espiritual, com referências tanto ao avanço da indústria e o desenvolvimento da burguesia como à cultura de tradição clássica greco-romana e, especialmente e acima de tudo, a presença da religião: o acesso ao parque representa a entrada para o Paraíso, para o lugar utópico onde reina a calma e o bem-estar.
Gaudí situou a entrada na parte mais baixa da montanha (Rua Olot), a mais próxima ao núcleo urbano. Como acesso ideou uma entrada monumental com um par de gazelas mecânicas que se abririam com as duas portas, mas que não chegou a construir-se. No seu lugar foi localizada uma porta de ferro forjado, representando folhas de palmito, que foi transladada para o parque em 1965 procedente da Casa Vicens, uma das primeiras obras de Gaudí. O parque conta com outras seis entradas: duas laterais em cada extremo da Rua Olot, onde se situa a entrada principal, duas na Avenida do Coll del Portell e outra na rodovia de El Carmel.
Nos dois lados da grade de entrada situam-se dois pavilhões, que estavam destinados a portaria, e a administração e mantimento da urbanização. Junto aos pavilhões nasce uma muralha que tinha de envolver o recinto, embora somente se construiu parcialmente; está construída com pedra rústica do lugar e terminada com cerâmica, onde se destacam os medalhões com as inscrições "Park" e "Güell". Tanto a muralha quanto os pavilhões foram construídos de 1900 a 1903.
Na entrada situa-se um hall de 400 metros quadrados para organizar os acessos ao parque, a cujos lados se localizam duas áreas de serviço a jeito de grutas, a da esquerda para garagem e armazém, e a da direita para refúgio de carruagens. Esta última tem uma sala circular sustentada por uma coluna central com forma cônica, com uma estrutura que faz lembrar as patas de um elefante; dita coluna é semelhante à da cripta do Mosteiro de Sant Pere de Rodes, possível lugar de inspiração do arquiteto. Esta sala tem a particularidade de que o som viaja pelas suas paredes, pelo qual é comum ver a duas pessoas nos seus extremos falando o um com o outro de costas.
Acessos ao Parque
O Parque Güell pode-se visitar todos os dias de jeito gratuito. Chega-se a ele com a Linha 3 (Metro de Barcelona), embora as estações se encontrem a certa distância. Acedendo desde a estação de Vallcarca (Metro de Barcelona) podem-se utilizar umas escadas mecânicas para amenizar parte da ladeira. Além disso, pode-se chegar com os ônibus urbanos ou com o ônibus turístico que percorre todos os pontos de interesse da cidade

2 comments:

  1. Quantas fotos lindas Josi!!!
    Felis ano novo, que seja incrível pra vc!!
    Bjim

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Baci&Abbracci